domingo, 8 de novembro de 2009

"... é como uma casa vazia..."















Seguem algumas fotos do "muquifu/cafofo/QG da resistência" que providenciei para minha morada. Pelos próximos "ano e meio/dois anos" esta será a base das minhas operações.

Ao menos o lugar é novo, precisa de poucas adaptações, e como estarei sozinho espero manter o orçamento sempre sob controle. As fotos mostram o espaço vazio, no dia em que criei coragem para fazer a limpeza e começar a preparar a mudança.

Contudo, se as fotos fossem tiradas após a mudança, não seria possível perceber muita diferença. Como esta é minha primeira morada "solo", acho que dá para imaginar que tenho muito pouco a carregar comigo na mudança, certo?

Ainda assim, prometo trazer (em alguns meses) fotos atualizadas do cafofo já mobiliado.

Beijos e abraços,

Antônio J. Xavier

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Palmeiras...





Todos sabem da minha paixão.



Por isso mesmo venho deixar esta notícia que muito me alegrou, em tempos tão difíceis. Um pequeno texto meu foi publicado num dos melhores (senão o melhor) site da mídia palestrina. O 3VV-Terceira Via Verdão.



Segue o link para aqueles que, eventualmente, desejem ler o pequeno fragmento público dessa minha paixão: Eu sou o Palmeiras (clique).



Embora desde já faça o alerta: se vc não é palmeirense, talvez nem deva tentar ler.



É provável que vc não entenda...



Beijos e abraços a todos,



Antônio J. Xavier

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P.S.: O blog deve voltar a funcionar em breve. Pretendo criar uma agenda com, pelo menos, um texto por semana (aos domingos) e, eventualmente, textos fora do cronograma semanal. EStou com saudades pessoal...

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Artigo Publicado



Sei que o meu "volto já..." está com cara de adeus, mas não é bem assim.


Eu voltarei. Mas aos poucos, talvez numa programação fixa (tenho imaginado algo como "um post/texto/artigo por semana" ou algo assim...).


Mas ainda estou em "recesso".


Vi apenas noticiar que outro artigo meu foi publicado no jusnavigandi. Clique aqui.


Na verdade um tema dos tempos de universidade, que apenas atualizei. Enfim, ao menos serviu de motivação para novamente dar notícias por aqui.


Segue o texto:


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Elementos constitutivos do Estado e as consequências remotas dos ataques terroristas de 11 de setembro de 2001

Qualquer análise do momento geopolítico atual nos remeterá, impiedosamente, a um único e imenso ponto de exclamação (na falta de sinais gráficos mais representativos do estado de pavor que se seguiu após a queda das torres gêmeas). O contexto político contemporâneo, com reflexos evidentes no campo sócio-econômico, apresenta feições díspares do que imaginavam os analistas e estudiosos da conjuntura internacional nos primeiros meses do século XXI.
Transmitidas em tempo real, para todo o mundo (em tempos de web 1.0), as imagens do ataque terrorista ao W.T.C. (World Trade Center) trouxeram à tona um velho [01] e poderoso problema: o terrorismo em termos globais e suas consequências.
As imagens de pessoas se atirando pelas janelas do W.T.C. (cenas que transformaram o calejado e indiferente nova-iorquino em um ser paranóico e confuso); do Pentágono em chamas e da destruição de um dos grandes monumentos do mundo capitalista, já entraram para a história como o maior ataque terrorista de todos os tempos e como símbolo da fragilidade defensiva da mais rica e poderosa potência global.
O simbolismo do ato de barbárie é evidente. Basta atentar para os números: o total de ativos que circulam por alguns dos quarteirões daquela área que circunda o W.T.C. (onde hoje já se constrói empreendimento ainda maior e mais ostensivo) passa, facilmente, dos trilhões.
Sem mencionar o fato de que o Pentágono é responsável por grande parte do arsenal nuclear do planeta (algo capaz de provocar o fim do mundo repetidas vezes).
Mas a questão proposta ainda não foi analisada com vigor: como estes fatos afetaram alguns dos elementos constitutivos essenciais do Estado? Destaco dois elementos em particular: a ideia de soberania e a concepção de território.
Mantendo o foco da discussão nos norte-americanos, deve-se considerar a postura dos ianques em relação à soberania de outras nações. Em geral, uma postura desrespeitosa do equilíbrio exigido pelo Direito Internacional. Soberania, elemento essencial do Estado que é definida por Acquaviva (Dicionário Jurídico Brasileiro. 2000) como sendo "o atributo do Estado que o torna independente no plano interno e interdependente no plano externo".
Podemos exemplificar de que modo a postura americana fere o "equilíbrio" (interdependência, no conceito sintético exposto acima) entre as soberanias no contexto internacional. Tenhamos como exemplo a atitude do ex-chefe do Executivo norte-americano ao se retirar de uma conferência internacional (sobre o protocolo de Kyoto) que deliberaria a respeito da emissão de poluentes no planeta (o futuro de todos, portanto), sob o grotesco argumento de que diminuir o dano ambiental que a "América" (expressão autoritária que define parte como se fosse o todo) causa ao mundo, seria prejudicial para a saúde econômica americana.
Outro exemplo de como os norte-americanos não respeitam o equilíbrio entre soberanias, "decorrente dos imperativos de convivência pacífica das nações soberanas no plano do Direito Internacional" (MALUF, Teoria Geral do Estado. 1995, p. 30), é o rompimento do tratado de limitação da fabricação de mísseis inter-continentais entre EUA e Rússia, por parte dos americanos, que pretendiam lançar um sistema de defesa anti-mísseis com armas em posição na órbita do planeta (outra grande ideia inovadora da era-Bush).
Por sinal, não deixa de ser irônico que, enquanto o ex-presidente George W. Bush se preocupava em aprovar um sistema de defesa com armas no espaço sideral, terroristas armados facas, tesouras e estiletes, tenham sido capazes de destruir um dos maiores símbolos do poder na Terra.
Mas existem poucas coisas inexplicáveis para aqueles que acompanham a História. Os norte-americanos sempre tiveram uma curiosa mistura de sentimentos em relação aos estrangeiros. Basicamente, quatro são os sentimentos que fazem parte desse amálgama: desconfiança, superioridade, isolacionismo e intervencionismo.
Em 11/09/2001, não só o W.T.C. e parte do Pentágono foram destruídos. Restou muito pouco da serenidade e do falso sentimento de invulnerabilidade que permeava os corações americanos.
"O que aconteceu foi, tanto do ponto de vista político, simbólico e também psicológico, o fim dos anos 90. Desde o final da Guerra Fria, os americanos vivem uma espécie de sonho,deliciados com o triunfo global do país, aproveitando-se do papel de última superpotência sobrevivente, saboreando uma prosperidade sem fim e se sentindo insultados com os conflitos do resto do mundo"( SAMUELSON, Revista Exame, outubro de 2001, p. 26).
Uma coisa é certa: dos quatro sentimentos típicos dos norte-americanos, a superioridade fictícia foi seriamente abalada. Os atentados terroristas colocaram os EUA em posição incomum (no século XX, por exemplo, apenas dois eventos podem ser apontados como semelhantes: o crash de 1929 e os resultados da guerra no Vietnã), pois enquanto se davam conta da própria fragilidade, buscavam apoio de outras "potências menores" (antes ignoradas sempre que o interesse americano assim aconselhava) para que estas avalizassem a sede de sangue que lhes impregnava o coração.
Entretanto, se por um lado a superioridade norte-americana sofreu um duro golpe, a desconfiança, o isolacionismo e o intervencionismo, ganharam fôlego e força. Os EUA reforçaram, consideravelmente, sua condição de superpotência com o avanço da globalização na década passada. Graças à paranoia que se instalou em todos os níveis da sociedade norte-americana o isolacionismo de suas políticas, a desconfiança quanto aos "não alinhados" e as manobras intervencionistas nestes foram acentuadas (a exemplo das invasões ao Afeganistão e Iraque), tornando mais lento o processo de global de integração (ainda lucrativo para os países desenvolvidos).
A globalização, aliás, permite-nos abordar o outro elemento constitutivo do Estado destacado no início do texto: o território. Segundo Acquaviva (op. cit.): "área física ou ideal na qual o Estado exerce com exclusividade, seu poder de império ou seu direito de propriedade sobre as pessoas e coisas". O território perdeu considerável parcela de sua função como "fortaleza" do Estado. Hodiernamente, é possível fazer negociações, transações, firmar contratos e parcerias, sem nunca ter sequer saído da sua cidade natal. Meios de comunicação via satélite e redes de computadores interligados fornecendo informações em tempo real são apenas a ponta do iceberg.
Afinal, como combater uma rede internacional de terrorismo que tem a sua disposição "mundos virtuais" teoricamente impenetráveis? O Estado, sobretudo em sua versão democrática, está cada vez mais fragilizado graças à desmaterialização dos limites territoriais (observemos que em países como a China pseudocomunista, por exemplo, ainda é possível constatar a intervenção estatal no fluxo de informações).
Logo, "não consegue realizar os três pressupostos de seu funcionamento: monopólio da força, taxação do excedente econômico e monopólio da norma jurídica" (Roberto Romano, professor de filosofia da Unicamp).
E é neste contexto que encontramos indivíduos (vide: Osama Bin Laden) capazes de abalar o modo de vida de nações inteiras. Capitais especulativos livres de taxação e controle. Além de vazios jurídicos incapazes de regular novas questões da vida moderna (manipulação genética, crimes virtuais, etc.) Tais falhas na realização dos pressupostos de funcionamento do Estado estimularam o fortalecimento do fundamentalismo. Infelizmente, o termo tem sido utilizado de modo a designar apenas a motivação dos atos terroristas e de seus apoiadores.
É imperativo que se destaque a existência de inúmeros fundamentalismos. Não apenas o fundamentalismo islâmico (como muitos, equivocadamente, apregoam), mas também o judaico e o cristão (protestante, católico ou neopetencostal).
O que dizer dos vários professores secundários processados por terem lecionado o evolucionismo de Charles Darwin em escolas públicas americanas? [02] Os fundamentalistas judeus e cristãos são tão atuantes quanto os islâmicos. Durante a Guerra Fria desfraldaram a bandeira anticomunista e hoje em dia são combatentes radicais contra o aborto e os homossexuais.
Os fundamentalistas protestantes, inclusive, encaram a América do mesmo modo que os islâmicos e judeus concebem o Oriente Médio: "terra prometida" ou "nação eleita". Nada é mais ilustrativo que a declaração do ex-presidente norte-americano - George W. Bush - ao mencionar que guerra anti-terror era na verdade uma batalha do "Bem contra o Mal", ou o fato das operações norte-americanas terem sido batizadas, de início, com o sugestivo nome de "Operação Justiça Infinita", termo de origem claramente bíblica (afinal de contas, só a justiça divina poderia ser considerada infinita).
É quase como se os puritanos da América proclamassem uma Jihad, não?
Vivemos um momento de mudanças estruturais no planeta: a maior potência global não tem mais a sua invulnerabilidade ficcional de pé; o Oriente Médio tornou-se o centro das atenções do resto do mundo; a Europa sente-se cada vez mais diminuída pelo surgimento de uma segunda superpotência (China) e pela posição contraditória que assume no meio de uma batalha na qual suas motivações nunca serão totalmente definidas (milhões de mulçumanos vivem – legal ou ilegalmente – no continente europeu); e os países em desenvolvimento sofrem por mais um problema que não lhes pertence. O mapa geopolítico e econômico do mundo começou a ser redesenhado para o século XXI nos territórios do Afeganistão e do Iraque (talvez, em breve, também nas terras do Irã ou da Coreia do Norte) pelos pincéis em forma de mísseis do "Tio Sam". God bless America!

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Notas:
1 - Enganam-se aqueles que pensam que Osama Bin Laden deu início a um movimento inteiramente novo. Os ataques de 11/09/2001 nem sequer foram os primeiros ataques terroristas em território americano. Um observador atento da História poderia listar inúmeros outros eventos semelhantes (de magnitude menor, é verdade) dentro dos EUA. Talvez o primeiro de todos tenha sido o assassinato de Lincoln.
2 - Surpreende-me o fato de não terem, ainda, transformado Darwin numa espécie de herói dos novos tempos. Nada me parece mais adequado ao cinema e à televisão norte-americana nestes tempos de euforia "Obamista".



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Abraços,


Antônio J. Xavier

domingo, 14 de junho de 2009

Volto já...


Você já teve a chance de fazer uma faxina em sua vida?

É mais ou menos a sensação que eu estou tendo agora.

Muitos de vocês não fazem idéia dos motivos... mas eles se tornam irrelevantes quando você percebe que, de uma forma ou de outra, reclamar não adianta.

Devemos agir. Ou mostrar o quanto somos capazes de apanhar e seguir em frente...

Iniciei a compra do meu primeiro imóvel;

Fiz uma pesquisa e descobri que 80% das pessoas com quem mais me relaciono possuem celular de uma operadora diferente da minha (o que exige uma mudança, por óbvio);

Ficarei sem internet em casa por alguns meses (economia...);

Fiz alguns cortes no orçamento, reorganizei meus horários de estudo e doei alguns livros velhos (jurídicos) à biblioteca municipal ;

Entre agosto e setembro estarei ocupado num curso de culinária;

E essas são apenas as adequações visíveis.

É como um amigo recentemente me lembrou, parece que as situações mais difíceis mostram o meu melhor...

... e o meu melhor são os amigos (como ele) que conquistei ao longo dos anos.

Obrigado pelo apoio (do mais silencioso ao mais indignado... do mais paternal ao mais instigador...).

Até daqui a pouco,

Antônio

P.S. (1): O blog sera editado do trabalho, logo, numa frequencia mínima.

P.S. (2): Dra July (que somente lê os post’s graças ao feed/e-mail, acho que o vídeo que acompanha este texto não vai aparecer para vc... acredito que a internet do TJ impede a visualização... tenta visualizar de casa, clicando neste link: aqui). E diz a Dr. Felix que as palavras dele foram de grande ajuda...

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Só mais um pouco calado...



Não estranhem meu silêncio.


Ele não aconteceu de forma proposital, mas está sendo mantido por cautela.


Assim que a raiva, o sentimento de traição e o abandono passarem eu volto a escrever.


E talvez nem despeje neste espaço os motivos do meu atual desconsolo.


Porque é muito difícil admitir que algumas das pessoas mais amadas são capazes de cometer insanidades em prejuízo daquele que as ama.


Por isso mesmo é melhor calar. Digerir acontecimentos assim demanda tempo e certo grau de elevação espiritual que não possuo (se é que algum dia terei). E talvez o gosto amargo da mesquinhez e do mal sofrido nunca passe completamente.


A verdade é que a vida coloca mais um obstáculo. Certa de que eu irei ultrapassá-lo de qualquer forma. Mas precisava ser tão cruel?!


Quando seu ponto de apoio na verdade se transforma numa âncora. Deliberadamente atrasando, destruindo ou manipulando para evitar ou desacelerar sua caminhada.


No fim das contas até conseguiram. Sacrifícios serão feitos, medidas enérgicas tomadas. Novas diretrizes e problemas a solucionar.


E eu ainda estou muito puto da vida para falar sobre isso de forma mais aberta.


Portanto, o silêncio prevalecerá por algum tempo.


Antônio J. Xavier

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Palavras ditas e sentidas... (II)



De novo ela... D. Joanita (ao justificar para uma das minhas tias o porquê do jardim florido e sempre bem cuidado lá de casa):


"Papai já dizia: 'flor e mulher só fica viçosa nas mãos de um bom homem.'."


Com o perdão da concordância (ou ausência dela, já que minha avó não é muito letrada), a alegria do elogio recebido com orgulho pelo neto.


Não sei de quem eles absorveram a citação (meu bisavô; e minha avó que agora reproduziu a frase com seu jeito e palavras próprias). Mas está guardada comigo para sempre. Como uma daquelas coisas que acontecem num dia ordinário, comum... e marcam a história de nossas vidas.

domingo, 10 de maio de 2009

Once upon a time... (republicações parte VIII)



Feliz dia das mães... (14/05/2006) – editado

Com o passar dos anos, o caderno da vida vai sendo escrito (aos pouquinhos, de forma quase imperceptível), registrando amizades, demonstrações de carinho, declarações de amor... ao mesmo tempo, são anotadas decepções, amores perdidos, traições. Certas pessoas e fatos até conseguimos apagar, riscar, ou transformar numa nota de rodapé inconveniente. Não há como fugir, a vida nos leva a bons e maus momentos, vitórias e derrotas... nosso grande desafio é saber lidar com os dois lados dessa moeda.

Faço essa introdução por um motivo muito simples: em meu "caderninho de notas", assim como no de muitas pessoas, o prefácio é assinado por duas pessoas muito especiais. Duas mulheres... duas mães. Seres que me deram uma introdução digna, um desenvolvimento seguro e cercado de carinhos; entregaram-me finalmente a pena (depois dos ensinamentos básicos sobre como escrever/viver de forma verdadeira e com o caráter que cabe a um homem que pretende sempre mostrar seu valor), mas estão sempre dispostas a me ajudar a reescrever qualquer página mal escrita.

E que fazem assim por amor. Um amor incondicional, sem limites, verdadeiro... puro e imortal.

Um feliz dia das mães a todas a mães, avós, bisavós... inclusive àquelas cujo vínculo genético não foi obstáculo para um amor verdadeiro e uma proteção encorajadora.

Um dia (um dia nada! Uma eternidade...) repleto de felicidade e amor a todas a mães...

Em especial, D. Joanita e D. Mary...

Heroínas deste blogueiro que vos escreve...
Beijos (a todas as mamães que visitam este espaço e alimentam o meu eterno desejo de paternidade),
Antônio J. Xavier
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Seguindo no meu desejo de transplantar para este (já não tão) novo espaço os textos e momentos mais caros ao meu coração do "Távola Redonda" - meu antigo blog - trago desta vez um texto atualizado (editado), que foi publicado no meu primeiro dia das mães como blogueiro...

sábado, 2 de maio de 2009

Flores... (06 meses depois)














(clicando nas imagens vc melhora a resolução...)
Tudo começou com um pequeno mimo... (para aqueles que não se recordam: clique aqui).

Continuo cuidando do canteiro. Minha avó (D. Joanita) continua apaixonada pelo presente. E a coisa se espalha de um jeito que nem eu imaginei.

Já tenho plantas (ou cuido das que nem são minhas) no trabalho. Já dei mudas de presente. Sempre que passo por um jardim bem cuidado, diminuo o passo e observo. Aprendo um pouquinho com quem tem mais conhecimento de causa.

Sempre soube que dar flores era um gesto agradável. Mais legal ainda é poder dizer "fui eu que cultivei". E vocês não sabem o quanto é engraçado observar a reação das mulheres na rua, quando eu sigo levando nas mãos um rosa. Algumas lançam um olhar curioso... outras um certo olhar de inveja. A maioria, penso eu pela forma como me encaram com um sorriso, pensam que ainda há esperanças de romantismo neste mundo.

Adotei o hobby. E isso se transformou em algo importante para mim. Um refúgio.

É interessante notar a reação das pessoas quando entram aqui em casa. Melhor ainda quando elogiam minha avó (pelas plantas, pelas flores, etc) e ela, toda orgulhosa, retruca:
"Quem cuida é meu neto... eu só converso com elas."

E ela fala mesmo. Uma conversa sempre regada a elogios e incentivos para que elas cresçam.

Ai de quem fizer qualquer coisa para machucar qualquer uma das plantas.

Sou eu que cuido, mas o presente é dela mesmo (e ela está sempre de olho... fiscalizando, admirando, namorando as flores...).

E eu ainda aposto que as plantas cresceriam de qualquer jeito. Com ou sem meu trabalho. Alimentadas apenas pela voz e pelas palavras de incentivo de D. Joanita...

Funcionou comigo, com meus primos, com nossos pais/mães/tios/tias... com as plantas não seria diferente... as palavras dela curam, incentivam, fortalecem.

Basta comparar com as fotos de 06 meses atrás...
Beijos e abraços,
Antônio J. Xavier

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Susan Boyle



Como quase todo mundo que teve a chance de ver a apresentação da Susan Boyle no BGT (versão britânica do American Idol), eu também fiquei emocionado com o impacto daquela voz.


É verdade. Este impacto acaba falando muito mais sobre a nossa perspectiva negativa diante do mundo. Em geral não esperamos coisas boas daquilo que consideramos feio, inadequado ou pouco atraente. O que é uma falha nossa, pois todo ser humano tem em si algum talento, dom ou característica que o torna capaz de vencer na vida e ser feliz.


Mas daí a perguntar "Susan Boyle é feia? Ou somos nós?" (muito me surpreende os ingleses perderem tempo com questionamentos como este)


Fala sério.


Ela é feia sim! (estou sendo leve... ela é feia pra c...!!!!!)


Uma mulher feia (muito) com uma voz, aparentemente, maravilhosa (ainda tenho dúvidas quanto a todo este oba-oba que estão fazendo ao redor dela... ela só cantou uma música meu povo! Não sei - ainda - o tamanho do potencial dela...).


Pronto. Acho que podemos encerrar esse tópico (Bem que podiam me oferecer uma vaga no "The Guardian", eu evitaria que uma pergunta imbecil como essa fosse publicada... Mas, talvez valha a pena ler este texto aqui, do New York Times... numa análise muito mais científica do tema, faz questão de lembrar que a própria Susan - logo após o início do frisson que causou - começou a reformar seu guarda-roupa, usar maquiagem e mudar o cabelo... numa prova de que nem ela está satisfeita com aquilo que vê no espelho).


Beijos e abraços,


Antônio J. Xavier


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P. S.: E quanto ao "nós" da pergunta acima? Bem... eu não posso falar pela humanidade. Mas também não me considero um cara bonito. Sou apresentável, tenho meu charme (que não compartilho com todos/todas), etc. Sei me comportar quando estou acompanhado por uma dama, tento sempre manter as conversas em um nível interessante e sou pouquíssimo tímido.


Deus dá a cada um a receita própria para o sucesso (mais de uma, as vezes). As pessoas mais belas também possuem defeitos e, provavelmente, também desejam atributos que não possuem (inteligência, carisma, talento para as artes, capacidade de se expressar com eloquência, saúde perfeita, perseverança, perspicácia, etc etc etc).


Sejamos espritualmente elevados, mas não sejamos estúpidos, ok? Nem todo mundo é bonito, nem todo mundo é inteligente (outra lenda que insistem em perpetuar), nem todo mundo é capaz de tudo... não por acaso, vivemos em sociedade e precisamos dessa complementariedade.


Chato é saber que ainda precisamos explicar isso...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Diego Souza... a camisa não é por acaso.

(Charge do Bruno Venâncio - O Chiqueiro - reprodução autorizada)

Alguém me sugeriu escrever sobre o Diego Souza. Farei isso de forma extremante pragmática (até onde minha paixão de torcedor permitir). Com base em premissas.

Para começo de conversa vamos deixar uma coisa bem clara: nada justifica um profissional (neste caso, de futebol) agredir outro colega de profissão. Essa será sempre a primeira premissa a nortear qualquer opinião minha sobre os acontecimentos recentes em campos de futebol pelo país afora.

Mas como quem visita este espaço regularmente bem sabe, eu não sou um amante do esporte. Sou um torcedor. E como torcedor, só me interesso pelas coisas relacionadas ao meu time do coração. Logo, também sou obrigado a ver as coisas pela ótica do torcedor palmeirense.

Essa é a minha segunda premissa.

A terceira premissa é a mais enfadonha de todas, apesar de verdadeira e um tanto repetitiva. O futebol brasileiro hoje carece de ídolos.

... eu disse ÍDOLOS. Não quis dizer celebridades (exemplos de celebridades: Fred, Keirrisson, Washington, Adriano, etc...), quis dizer ídolos (Marcos, Fernandão, Fábio Luciano, Juninho Pernambucano, Ronaldo – neste caso não especificamente do Corinthians, pois ali sua história apenas se inicia, mas do país com a seleção brasileira – etc.).

Partindo destas três premissas, alcanço minha opinião a respeito do Diego Souza e sua confusão com o zagueiro Domingos (Santos). Mas como sei que minha opinião será, sempre, só minha (mesmo que alguns resolvam adotá-la, eu não posso forçar ninguém a concordar comigo posso?!), vou antes tentar desvendar a forma como isso irá repercutir no mundo do futebol.

Diego Souza será punido. E merece (já adianto parte de minha opinião). Levará uma pena mais alta do que a merecida, mas menor do que a imprensa apocalíptica tem previsto.

O zagueiro Domingos também será punido. Mas levará uma punição muito menor que a merecida, nos tribunais. Sua maior punição virá pelo desenrolar de sua carreira. Seu nome está manchado para o resto da vida.

É do tipo de caráter frágil que aceitaria suborno, por exemplo, para entregar um jogo. É do tipo de hOMEM (o "h" é minúsculo mesmo) que um torcedor apaixonado não quer ver vestindo a camisa do seu time do coração. O próprio apaixonado pelo Santos (que por sinal, venceu merecidamente o Palmeiras, pois jogou muito mais) olha enviesado para um rapaz assim. Eu é que não queria alguém com valores tão voláteis defendendo as cores do meu time.

Você contrataria um jogador com estas credenciais? Pois é... como você, muitos também pensarão assim no futuro.

E então... como eu fico nessa conversa toda?

Eu apoio o Diego (guardadas as devidas proporções, como um pai que apoia a recuperação de um filho que cometeu um erro...). Não no ato de violência, mas na atitude. Imaginem que dois exércitos estão enfileirados para a batalha. Um destes exércitos treme (medo, cansaço, tipo da grama, chuva... hoje em dia é fácil arrumar desculpas para qualquer coisa no futebol ou na guerra). A partir daí um guerreiro de patente mais elevada percebe a postura do seu grupamento e chama os homens à luta. Muitas vezes até se sacrificando na batalha.

Sacrifício, coragem, determinação... esse tem sido o Diego Souza em campo.

Pena que ele usou o artifício da violência. E deve ser punido por isso.

Mas se eu estivesse em campo, faria como fizeram milhares de palmeirenses no Palestra Itália, assim como outros milhões em todo o país.

Aplaudiria de pé.

Porque o aplauso não foi uma forma de apoiar a violência. Foi nossa maneira de mostrar ao Diego que nós também sentíamos aquele desespero. A angústia de ver em campo um time abatido e sem vontade de lutar. O desabafo de quem não tem sangue de barata. De um ser humano que, injustamente punido (até a expulsão, Diego não tinha agredido o Domingos, e foi expulso antes de qualquer ato de violência), se vê diante de companheiros abatidos e inimigos pouco ou nada valorosos.

Lembram da primeira premissa? Ela é que justifica a punição ao Diego, embora ela também determine uma punição rigorosa ao zagueiro e ao técnico do Santos (sobre quem eu nem vou falar, porque de técnico mau-caráter basta o nosso...).

Lembram da segunda premissa? É ela que me faz entender os aplausos ao Diego Souza. E me faz querer aplaudir junto.

E a terceira premissa? Bem, esta serve de alento. Porque num futebol mercenário como o que temos nos tempos de hoje, disposição de vencer, garra e ambição (em prol do time) são qualidades inquestionáveis. Como quem não quer nada (mentira, ele quer e muito!), Diego Souza candidata-se a ídolo do Palmeiras.

É a mística da camisa sete do Verdão. Libera o selvagem que há dentro de nós. Para o bem ou para o mal...

Au au au...
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P.S. (repetido do post anterior): Sandra, minha querida amiga palestrina... gostaria muito de responder aos seus comentários, mas seu perfil no blogger está bloqueado e vc não tem deixado e-mail para contato... Ainda assim fico imensamente grato com o carinho viu?! Saudações alviverdes a você... bjinhos!
Editado em 27/04/2009: êêêêê... finalmente a Sandra apareceu!

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Cupid



Cupid

Não assisto mais televisão.


Ok. Estou exagerando. Mas é quase isso.


Não assisto mais o SBT, ou a Record (salvo o jornal do Boris – se estiver no ar quando eu for dormir). Na Band, só o futebol (quando não há outra opção!) e o CQC (quando lembro...) e na Globo umas poucas coisinhas durante a semana.


Eu diria que, na média, não vejo uma hora de Tv por dia.


Alguns anos atrás isso seria impensável. Com uma carga menor de responsabilidades, tinha muito mais tempo para tudo. Tv, cinema, livros, escrever, etc.


Mas em compensação acompanho algumas séries americanas muito boas... todas por download.


Alguns dias atrás, vi um teaser de uma nova série que iria estrear na ABC.


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Cupid


Isso mesmo, cupido.


O mote da história é um pouco repetitivo. Lembra o Don Juan interpretado por Johnny Deep no cinema, bem como uma outra série cancelada anos atrás e que também se chamava “Cupid”. Loucura, literatura (neste caso, mitologia) e bons atores.


Só que desta vez funciona...


Ao invés de uma Psiqué (amor maior do deus na mitologia), teremos uma psiquiatra (bem sacado, não?!) que irá acompanhar os passos deste “deus menor” (filho de Afrodite e Ares, lembram?!) castigado a reunir 100 casais sem a ajuda de seus poderes, inclusive o arco e a flecha, para poder retornar ao Olimpo.


O cenário de fundo é NY. E cada episódio, ao que parece, é um prato cheio para os românticos de plantão (em especial, a trilha sonora e os gestos românticos sugestivos...).


Só para ficar no primeiro episódio, alguns “momentos”:


1 – vale a pena fazer loucuras por algo/alguém que nem sequer se conhece?

2 – pode o amor começar através de um sentimento menor? Pena? Inveja?

3 – ser corajoso no amor, significa deixar a razão de lado?

4 – você realmente está disposto a dar uma chance ao amor?

5 – muitas vezes o amor que procuramos, não é aquele que fará nossa felicidade.

6 – não é preciso ser um deus para ver que no amor há magia...

7 – “The world felt the tremor, anda the darkness was pierced” (numa tradução livre deste que vos fala: “O mundo sentiu os tremores (do amor) e a escuridão foi trespassada”).

8 – num jogo com as palavras acima grifadas, o anjo adota o nome de Trevor Pierce;

9 – adoro seriados com mensagens escondidas, referências veladas, insinuações... (não vou contar todas, mas ainda no hospital, numa das primeiras cenas, um dos médicos chamados no sistema de som se chama “Marte”).

10 – os atores principais (Bobby Cannavale e Sarah Paulson) são daqueles atores brilhantes cujas carreiras foram construídas na Tv americana, sem grandes chances no cinema. Estão perfeitos.
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Dois episódios apenas.

Indico.

Principalmente para aqueles que não se cansam de acreditar.

Assim como eu.

Beijos e abraços,


Antônio J. Xavier

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P.S.: Algumas das idéias que hoje temos sobre o amor podem até ser uma invenção do século XIX. Mas o sentimento, eu aposto, é anterior ao big bang...
Em breve coloco aqui os links para download... se vcs assim desejarem.
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Editado em 14.04.2009, 23:00hs.
P. S. (2): Seguem os links para downloads dos dois primeiros episódios de Cupid:
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P.S. (3): Sandra, minha querida amiga palestrina... gostaria muito de responder aos seus comentários, mas seu perfil no blogger está bloqueado e vc não tem deixado e-mail para contato...
Ainda assim fico imensamente grato com o carinho viu?!
Saudações alviverdes a você... bjinhos!

domingo, 12 de abril de 2009

Livros - Harry Potter (eBook)





Um presentinho.






Propositadamente, um livro com "cores" infantis (mas sei que tem muito adulto por aí que adora!). Não li os livros (ainda), embora pretenda em breve discutir com meu primo/"treino de filho" (praticamente um sparring...) Cezinha sobre eles.






E foi pensando no "Antônio 2.0" (quem conhece o garoto sabe porque digo isso...) que resolvi separar aqui a opção de leitura.






Críticas e/ou elogios à parte, sempre gostei da idéia de um mega-sucesso como os livros da série Harry Potter. Falem o que quiserem, mas eu sempre ficava com um sorriso no rosto quando via aquela galerinha devorando livros e mais livros sobre o tema (cara... como eu sou bobo quando se trata de criança...). Todos os méritos à J. K. Rowling.






O hábito da leitura tem que começar como paixão, não como tortura. Milhões de pequenos leitores nasceram com o bruxinho... se isso não é magia, eu não sei mais o que é! Sem falar que no caso do meu primo, também serviu como porta de entrada para o hábito (saudável) de acompanhar as produções cinematográficas.

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Aproveitem...
















Aos leitores regulares do blog que queiram se aventurar... ou mesmo àqueles que queiram aproveitar a dica e estimular o nascimento de uma nova geração de leitores.


Beijos, abraços e uma páscoa muito feliz!


Antônio J. Xavier